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Modelo de briefing para influenciador, com exemplo preenchido

Os sete campos que cabem em uma página, um exemplo preenchido, o que fica de fora de propósito, os três erros que fazem o briefing voltar errado e o que muda por tipo de campanha.

por Caio Almeida Head de Growth Marketing & Tech Solutions

Declaração de interesse antes de começar: no nosso app, é o briefing que alimenta a curadoria, então a gente tem interesse direto em que mais gente escreva briefing bom. O modelo abaixo funciona em qualquer lugar, inclusive num documento em branco.

O guia de marketing de influência explica por que o briefing decide a campanha e qual é a tensão entre dizer demais e dizer de menos. Esta peça é a outra metade: o documento pronto, com um exemplo preenchido e os erros que fazem ele voltar errado.

O modelo cabe em uma página, e é de propósito

Briefing longo não é briefing completo, é briefing que ninguém lê inteiro. O que segue são sete campos. Se algum deles ficar com mais de três linhas, provavelmente está entrando roteiro, e roteiro é trabalho de quem conhece a audiência.

CampoO que entraExemplo
ObjetivoUma frase, escrita de forma que dê para produzir conteúdo contra elaFazer quem corre de rua saber que existe um modelo com amortecimento novo
Mensagem obrigatóriaUma, no máximo duasO amortecimento novo reduz impacto no joelho em corrida longa
O que não pode aparecerLista curta e específica, não genéricaConcorrente, promessa de resultado esportivo, contexto de lesão
Formato e ondePeça, quantidade, plataformaUm Reels de até 60 segundos mais três Stories, no Instagram
PrazoTrês datas, não umaRoteiro em 05/09, aprovação em 09/09, publicação em 15/09
Direito de usoTempo e se pode virar anúncio90 dias para reaproveitar, com impulsionamento autorizado
Identificação publicitáriaComo a peça será marcadaParceria paga nativa mais #publi na primeira linha

O último campo é o que mais some dos modelos que circulam por aí, e ele não é opcional. O guia do CONAR em vigor desde junho de 2026 exige identificação clara, ostensiva, imediata e integrada ao conteúdo, e a responsabilidade não é só do creator. O detalhamento está em como contratar influenciador digital.

O que fica de fora, e por quê

Roteiro, legenda, hashtags além da identificação, e tom de voz.

Parece contraintuitivo entregar isso, e é justamente onde está o valor do que se está comprando. A audiência daquele creator segue ele pelo jeito dele, e roteiro palavra por palavra apaga o ativo pelo qual a marca está pagando. Marca que escreve a legenda recebe de volta um anúncio com o rosto de outra pessoa.

O limite prático: seja rígido no que não pode aparecer e livre no como aparece.

Os três erros que fazem o briefing voltar errado

Objetivo que não é objetivo. "Aumentar awareness" e "gerar buzz" não são briefing, são intenção. O teste é simples: dá para escrever um roteiro contra essa frase? Se não dá, ela não guia ninguém, e o creator vai preencher o vazio com o que ele achar.

Mensagem obrigatória no plural. Três coisas que a marca quer dizer viram zero coisas que a audiência lembra. Se existem mesmo três mensagens, existem três campanhas, ou uma campanha com três creators dizendo uma cada.

Prazo com uma data só. Briefing que diz apenas "publicar em 15/09" empurra toda a folga para o final e esconde a etapa que sempre escorrega, que é a aprovação interna da marca, não a produção do creator. Data de roteiro, data de aprovação e data de publicação, sempre as três.

Peça o roteiro antes da gravação

É a prática que mais economiza rodada, e ela precisa estar combinada no briefing, não pedida depois.

Ajustar um parágrafo custa minutos. Refazer um vídeo custa dias, desgasta a relação com quem você quer contratar de novo, e costuma sair pior porque a segunda gravação já vem sem espontaneidade.

Combine também quantas rodadas de ajuste estão incluídas. Duas costuma ser suficiente, e deixar isso escrito evita a conversa mais desconfortável da campanha.

O que muda por tipo de campanha

Em campanha de lançamento, o campo de prazo vira o mais rígido de todos, porque tudo converge para uma data pública. Nesse caso vale antecipar o roteiro e travar a aprovação interna antes de o creator começar a produzir.

Em campanha sempre ativa, o briefing muda de forma: em vez de descrever uma peça, ele descreve o território, o que pode ser dito ao longo dos meses e o que precisa ser aprovado caso a caso. Um briefing por peça, nesse formato, vira gargalo em duas semanas.

Em conteúdo gerado por usuário com uso em mídia, o campo de direito de uso passa a ser o mais importante do documento, e ele precisa de detalhe: quais canais, por quanto tempo, com ou sem edição, e se o nome do creator aparece.

Antes de enviar

Leia o briefing imaginando que você é o creator. Se em algum ponto você pensaria "não sei o que eles querem aqui", falta informação. Se em algum ponto pensaria "então por que me contrataram", sobra.

E mande junto a informação que o creator precisa e ninguém lembra de mandar: quem aprova, em quanto tempo responde, e por qual canal. Boa parte do atraso de campanha não é criativa, é operacional.

O briefing pronto também serve para escolher quem vai recebê-lo, porque um documento que define objetivo, mensagem e formato já descreve o tipo de creator que faz sentido. Como comparar candidatos depois disso está em micro, macro e nano influenciador e em match por afinidade.

Shake AI

Da leitura para a prática.

O app faz a curadoria que este guia descreve: o Super Match acha os creators compatíveis com a sua marca, o Shake Score dá a nota de cada um, e o mailing verificado leva você a quem decide as campanhas.

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