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GetShake

Como escolher uma plataforma de marketing de influência

Os critérios que separam fornecedor de fornecedor: origem e idade dos dados, cobertura do seu mercado, filtros que importam, acesso a quem decide, o que acontece depois da curadoria e o que o modelo de preço esconde.

por Caio Almeida Head de Growth Marketing & Tech Solutions

Antes de qualquer coisa, uma declaração de interesse: a Shake.ai é uma plataforma de marketing de influência. Um texto sobre como escolher uma plataforma, escrito por uma, precisa começar por aí, e a única forma honesta de escrever é dando os critérios que valem mesmo quando a resposta não nos favorece.

O que segue é o que a gente checaria se estivesse do outro lado da mesa, avaliando fornecedor.

O que uma plataforma faz, e o que ela não faz

Plataforma entrega software. Ela encontra creators, organiza dados, ajuda a comparar perfis e centraliza a operação da campanha. Quem opera continua sendo você.

Isso é diferente de agência, que entrega serviço, e a confusão entre as duas é a causa mais comum de expectativa frustrada. Marca que contrata software esperando que alguém toque a campanha descobre isso tarde, geralmente depois de assinar.

A primeira pergunta, então, não é qual plataforma. É se o seu time tem quem opere. Se não tem, o problema não se resolve com ferramenta, e a comparação certa está em agência ou plataforma de influenciadores: qual escolher.

De onde vêm os dados, e quando eles foram atualizados

Esta é a pergunta que mais separa fornecedor de fornecedor, e a que menos gente faz.

Toda plataforma mostra número de seguidores, engajamento e alcance. A diferença está na origem. Dado vindo de API oficial da plataforma social é uma coisa. Dado estimado por modelo a partir de amostra é outra. Dado que o próprio creator declarou é uma terceira, e é a mais frágil.

Pergunte de onde vem cada métrica e com que frequência ela atualiza. Perfil que cresceu vinte por cento nos últimos dois meses com dado de noventa dias atrás faz você decidir com uma realidade que não existe mais.

E pergunte o que acontece quando a fonte muda. Plataformas sociais alteram acesso de API com frequência, e fornecedor que depende de uma única fonte fica cego quando ela fecha.

Cobertura, e cobertura de qual mercado

Número total de perfis na base é a métrica mais fácil de inflar e a menos útil sozinha.

O que importa é a cobertura do mercado em que você opera. O Brasil tem cerca de 4,4 milhões de creators ativos, segundo o Panorama do Marketing de Influência Brasil 2026, da HypeAuditor. Uma base global de dezenas de milhões pode ter, dentro dela, uma fatia brasileira menor que uma base menor e nacional.

Peça um teste concreto: busque três nichos específicos do seu segmento e veja quantos perfis relevantes aparecem, não quantos perfis aparecem. Nicho é onde base rasa se revela.

Quais critérios de busca a ferramenta realmente oferece

Filtrar por número de seguidores é o mínimo, e é quase inútil sozinho. A meta-análise publicada na revista Sustainability em 2023, que reuniu 176 medidas de efeito de 62 estudos, listou oito características de influenciador que preveem intenção de compra. Nenhuma delas é contagem de seguidores. O que aparece é encaixe, credibilidade, expertise e semelhança com a audiência.

Uma ferramenta útil precisa deixar você chegar perto disso. Filtro por interesse declarado da audiência, por região dela e não do creator, por categoria de conteúdo que ele já publicou, por proporção de conteúdo patrocinado. Se a busca só cruza tamanho e categoria, ela é uma lista ordenada, não uma curadoria.

Quem a plataforma te dá acesso

Achar o creator é metade do trabalho. A outra metade é chegar em quem decide, que na maior parte dos casos é o agente ou o manager, não o perfil.

Pergunte se a plataforma entrega contato comercial, se ele é verificado, e com que frequência a base é auditada. Contato desatualizado é pior que contato ausente, porque consome tempo antes de falhar.

Esse ponto é o nosso diferencial declarado, então trate com a desconfiança apropriada e confirme na prática: peça para ver contatos de cinco creators do seu nicho e teste.

O que acontece depois da curadoria

Campanha não termina na lista. Vale entender o que a ferramenta faz das etapas seguintes: envio de briefing, acompanhamento de aprovação, prazos, coleta de métricas e relatório.

Ferramenta que resolve só a busca deixa você operando o resto em planilha e e-mail, que é exatamente onde o processo estava antes. Isso pode ser aceitável se a busca era o gargalo. Deixa de ser aceitável quando o volume cresce.

Pergunte também sobre exportação. Você precisa conseguir tirar seus dados dali no formato que a sua diretoria lê, e precisa conseguir levar embora o histórico se um dia trocar de fornecedor.

Preço, e o que o preço esconde

Modelos comuns são assinatura por período, cobrança por usuário e percentual sobre o investimento em campanha. Cada um cria um incentivo diferente, e vale saber qual.

Assinatura fixa alinha o fornecedor com uso constante. Cobrança por usuário penaliza equipe grande, e é onde muita conta cresce sem ninguém perceber. Percentual sobre investimento alinha o fornecedor com você gastar mais, o que merece atenção quando ele também recomenda quanto gastar.

Pergunte o que está fora do plano. Usuários adicionais, exportação, integração, suporte e acesso ao histórico costumam ser as linhas que aparecem depois.

E teste antes. Plano gratuito permanente ou período de teste real, com os seus dados e o seu nicho, mostra em uma tarde o que nenhuma demonstração guiada mostra.

As perguntas que o vendedor não gosta

Quatro perguntas que costumam mudar o tom de uma conversa comercial, e que você deveria fazer.

De onde vem cada métrica que aparece nesta tela, e qual a data dela. Quantos perfis do meu nicho específico existem na base, mostrando na tela agora. O que acontece com os meus dados e o meu histórico se eu cancelar. E quais são as três coisas que esta ferramenta não faz.

A última é a mais reveladora. Fornecedor que responde "faz tudo" está vendendo, e toda ferramenta tem recorte. Quem sabe o próprio recorte costuma entregar melhor dentro dele.

Onde a gente se encaixa

Para fechar com a mesma honestidade da abertura.

A Shake.ai resolve bem a curadoria por afinidade, com o Super Match e o Shake Score, e o acesso a quem decide, com o mailing verificado de agentes e managers. O plano gratuito é permanente e roda um projeto por mês, o que existe justamente para você testar com o seu nicho antes de decidir qualquer coisa.

E o recorte, já que a pergunta vale para nós também: quem precisa que alguém opere a campanha inteira no lugar dele não está procurando uma ferramenta. Nesse caso a operação da GetShake entra junto, e isso é outro contrato, não outro plano.

O passo anterior a tudo isso, que é decidir quem entra na lista, está em match por afinidade. O quadro completo está no guia de marketing de influência para marcas.

Shake AI

Da leitura para a prática.

O app faz a curadoria que este guia descreve: o Super Match acha os creators compatíveis com a sua marca, o Shake Score dá a nota de cada um, e o mailing verificado leva você a quem decide as campanhas.

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