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GetShake

Agência ou plataforma de influenciadores: qual escolher

A diferença é comprar trabalho ou comprar autonomia. Quando cada caminho faz sentido, o custo escondido de cada um, quando o modelo híbrido é oportunismo e as quatro perguntas que decidem.

por Caio Almeida Head de Growth Marketing & Tech Solutions

Declaração de interesse antes de qualquer argumento: a GetShake é as duas coisas. Existe a plataforma, que é o app, e existe a operação, que executa campanha. Um texto comparando os dois caminhos, escrito por quem oferece os dois, só vale se der os critérios que valem quando a resposta contraria a venda.

Então vamos ao que separa de verdade.

A diferença é serviço e software, não tamanho

Agência entrega gente fazendo. Estratégia, curadoria, negociação, briefing, acompanhamento, relatório e, muitas vezes, a relação com o creator que já existe há anos. Você compra tempo de especialista e a rede que ele construiu.

Plataforma entrega ferramenta. Dados, busca, comparação, organização e, em alguns casos, o contato de quem decide. Você compra capacidade, e quem opera é o seu time.

Todo o resto da decisão sai daí. Não é uma escolha entre caro e barato, é uma escolha entre comprar trabalho e comprar autonomia.

Quando agência faz mais sentido

Quando não existe quem opere. Campanha de influência consome mais horas do que parece, e a maior parte delas não é criativa: é negociação, cobrança de prazo, revisão de roteiro e conferência de entrega. Time de marketing enxuto que compra ferramenta e não tem quem toque acaba com uma assinatura e nenhuma campanha.

Quando a campanha depende de acesso que você não tem. Nomes grandes, categorias com agenda concorrida e janelas apertadas costumam se resolver por relação, e relação leva anos. Nesse caso você está comprando exatamente isso.

Quando o volume é baixo e espaçado. Duas campanhas por ano não constroem repertório interno, e a curva de aprendizado recomeça toda vez. Pagar por execução sai mais barato que manter capacidade ociosa.

E quando o risco de errar é alto. Lançamento grande, categoria regulada, marca exposta. Ali a experiência de quem já viu a campanha dar errado vale o custo.

Quando plataforma faz mais sentido

Quando existe quem opere e o gargalo é a informação. Time que já sabe montar campanha e trava na hora de achar creator, comparar perfis e chegar em quem decide está com um problema de ferramenta, não de gente.

Quando o volume é constante. A partir de um certo ritmo, pagar execução por campanha fica mais caro que construir capacidade interna, e a conta vira. Onde exatamente ela vira depende do seu custo de equipe, e é uma conta que dá para fazer.

Quando o aprendizado precisa ficar na casa. Toda campanha operada por terceiro deixa o resultado com você e o repertório com ele. Isso é aceitável até o dia em que você troca de fornecedor e descobre que o histórico foi junto.

E quando a velocidade importa. Fluxo interno decide em horas o que ida e volta com fornecedor decide em dias.

O custo escondido de cada caminho

Agência tem dois. O primeiro é o repertório que não fica: seu time não aprende a operar, e a dependência aumenta a cada ciclo. O segundo é o alinhamento de incentivo quando o fornecedor cobra percentual sobre o investimento, porque aí quem recomenda quanto gastar ganha mais se você gastar mais. Isso não torna ninguém desonesto, e é um fato do modelo que vale ter na mesa.

Plataforma tem dois também. O primeiro é a assinatura que roda sem uso, que é o destino de boa parte das ferramentas compradas sem alguém designado para operar. O segundo é o tempo do seu time, que costuma não entrar na conta: se a ferramenta economiza dez horas e o processo consome quarenta, você resolveu um quarto do problema pagando como se tivesse resolvido tudo.

O modelo híbrido, e quando ele é oportunismo

Existe um terceiro caminho, que é usar a ferramenta e contratar operação só para o que exige acesso ou experiência específica. Ele funciona quando a divisão é clara: o time interno opera o recorrente e o parceiro entra nas campanhas de maior risco ou de maior nome.

Ele vira oportunismo quando o fornecedor empurra os dois sem que nada mude na entrega, cobrando software e serviço para fazer o mesmo trabalho. O teste é simples: pergunte o que exatamente a operação faz que a ferramenta não faz. Se a resposta for vaga, é um contrato só com dois nomes.

Vale dizer que a tendência do mercado empurra para arranjos contínuos em vez de campanha avulsa. Segundo o relatório O Horizonte da Creator Economy no Brasil, da Noodle, 61% dos profissionais de marketing planejam aumentar o investimento em influência nos próximos doze meses, com foco em estruturas always-on. Ritmo constante muda a conta a favor de capacidade interna, seja com ferramenta, seja com time próprio.

Como decidir, em quatro perguntas

Quem vai operar isso na segunda-feira. Se não houver nome e horas reservadas, a resposta é serviço, independentemente do resto.

Quantas campanhas por ano. Poucas e espaçadas favorecem serviço; ritmo constante favorece capacidade.

O que você precisa que fique na casa. Se o repertório e o histórico importam para o plano de dois anos, ferramenta com dado exportável ganha peso.

E qual é o gargalo hoje, com honestidade. Se é achar creator e chegar em quem decide, é ferramenta. Se é não ter quem faça, nenhuma ferramenta resolve.

Onde a gente se encaixa

A Shake.ai é a ferramenta, com o Super Match e o Shake Score para a curadoria e o mailing verificado para chegar em agente e manager. O plano gratuito é permanente e roda um projeto por mês, o que serve para você testar com o seu nicho antes de decidir.

A operação da GetShake é o serviço, e ela entra quando a marca quer que alguém toque a campanha. As duas coisas existem, e são contratos diferentes.

O que a gente não faz é fingir que a ferramenta substitui quem opera. Ela substitui a parte do trabalho que é procurar, comparar e organizar, que costuma ser a maior fatia. O resto continua precisando de alguém.

O passo a passo da contratação está em como contratar influenciador digital, passo a passo, e os critérios para avaliar uma ferramenta estão em como escolher uma plataforma de marketing de influência.

Shake AI

Da leitura para a prática.

O app faz a curadoria que este guia descreve: o Super Match acha os creators compatíveis com a sua marca, o Shake Score dá a nota de cada um, e o mailing verificado leva você a quem decide as campanhas.

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